Análise

Review | HELLBREAK: Quando o Inferno Vira Arena e Você é o Espetáculo

HELLBREAK é um FPS roguelite infernal que une ação frenética, builds caóticas e muito metal.
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HELLBREAK
Imagem: Divulgação
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HELLBREAK é um FPS roguelite infernal, daqueles que parecem ter sido forjados ao som de riffs de metal e gritos demoníacos. No jogo, você controla um soldado condenado ao Inferno que precisa lutar para sobreviver em arenas brutais, enfrentando hordas de demônios enquanto é observado — e julgado — por entidades infernais.

A proposta lembra uma mistura profana de DOOM (2016/Eternal) com a estrutura de progressão de Hades, só que sem a mitologia grega elegante: aqui tudo é sangue, fogo, blasfêmia e caos. Cada run é um teste de habilidade, reflexo e escolhas, com bênçãos demoníacas alterando completamente a forma como você joga.

Para quais dispositivos

Por enquanto, HELLBREAK está disponível apenas para PC (Windows), via Steam, em Acesso Antecipado. Nada de consoles até o momento — o que faz sentido, já que o jogo claramente nasceu para mouse, teclado e movimentos rápidos, no melhor estilo arena shooter raiz.

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O que é bom

Combate rápido e agressivo
Se você sente falta de shooters que não te deixam respirar, HELLBREAK entrega. O ritmo é constante, lembrando o caos controlado de DOOM Eternal, onde ficar parado é praticamente assinar sua sentença.

Variedade de builds absurdamente divertida
O jogo brilha na combinação de armas, feitiços e bênçãos infernais. Cada run pode transformar seu personagem em algo completamente diferente — um verdadeiro laboratório de carnificina. Quem curte experimentar builds como em Hades, Dead Cells ou até Risk of Rain 2 vai se sentir em casa.

Atmosfera infernal bem construída
O inferno aqui não é só cenário, é personagem. O jogo passa a sensação de que você está participando de um show sangrento para uma plateia demoníaca, quase como se estivesse em um episódio perdido de Supernatural dirigido por alguém que ama metal extremo.

Loop roguelite viciante
Morreu? Volta. Melhorou algo? Tenta de novo. A progressão constante mantém o jogador preso naquele clássico “só mais uma run”.

O que deixa a desejar

Acesso antecipado pesa
Ainda falta polimento. Conteúdo limitado, poucas arenas e ausência de modos mais variados podem fazer o jogo parecer repetitivo depois de muitas horas seguidas.

Problemas de otimização
Quando o inferno fica cheio demais — partículas, explosões, inimigos — o desempenho pode sofrer. Nada inesperado para um Early Access, mas é algo a considerar.

Narrativa quase inexistente
Diferente de Hades, que usa história como combustível, HELLBREAK aposta quase tudo na ação. Quem busca lore profundo ou personagens marcantes pode sentir falta de algo além da matança.

Curiosidade interessante

Uma curiosidade bacana é que o jogo trata o combate como um espetáculo infernal: você não está apenas tentando escapar do Inferno, mas entreter seus senhores. Essa ideia transforma cada arena em um palco e cada inimigo derrotado em parte do show — um conceito que lembra reality shows distorcidos ou até arenas romanas… só que comandadas por demônios.

Vale ou não a pena jogar?

Vale a pena se você:

  • Curte FPS rápidos e violentos
  • Gosta de roguelites focados em gameplay
  • É fã de DOOM, metal, demônios e caos
  • Não se importa em jogar algo ainda em evolução

Talvez não seja pra você se:

  • Precisa de história forte e narrativa guiada
  • Se incomoda com repetição
  • Prefere jogos 100% finalizados e polidos

Veredito: HELLBREAK ainda está longe da perfeição, mas já mostra dentes afiados. É um jogo que entende seu público: quem quer descarregar adrenalina, testar builds insanas e transformar o Inferno em parque de diversões. Se o desenvolvimento continuar firme, pode se tornar um cult underground entre fãs de shooters brutais.

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